quarta-feira, 3 de novembro de 2010

As melhores e as piores inovações da Google em 2010


Por IDG News Service

Publicada em 02 de novembro de 2010 às 09h00

Enquanto colecionou sucessos como a Google TV e a expansão do Street View, a empresa também se viu diante de alguns obstáculos.

Em 2010, a gigante de buscas apresentou novidades como a Google TV, o carro que dispensa motorista,  o Reader Play e o recurso de chamadas telefônicas via Gmail. No entanto, também conheceu alguns problemas, como como os verficiados com o Nexus One e o Wave. 

Abaixo, os destaques positivos e negativos das inovações da Google este ano:

Sucesso: Carro da Google dispensa motorista
Automóveis capazes de se movimentar sem intervenção humana parecem coisa de filme de ficção científica, mas não são. 

Em outubro, a Google revelou que, de fato, desenvolveu uma tecnologia no qual os carros podem se auto-conduzir. Os veículos usam câmeras de vídeo, sensores de radar, recurso para "monitorar" o tráfego e mapas detalhados, para uma navegação segura em estradas. 
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Segundo a empresa, ele já rodou mais de  225 mil Km e chegou a viajar de sua sede em Mountain View (EUA) até a cidade de Santa Monica (EUA).
Se você estiver ansioso para testá-lo, tenha paciência. Segundo a companhia, ele ainda não está pronto para ser lançado. 

Sucesso: Google TV
Durante o I/O deste ano, a gigante de buscas anunciou "um novo conceito sobre televisão". Esse "novo conceito" seria a Google TV, uma plataforma que combina programação de TV com o acesso à Internet.

Veja como funciona: Na tela do seu televisor, bastará você digitar o que está procurando e o Google TV relacionará todos os locais onde o conteúdo está disponível, por exemplo, canais de televisão, programas gravados, vídeos do YouTube e outros sites. 
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Também será possível salvar os assuntos preferidos - como álbuns de fotografia, canais e sites - em sua tela inicial, facilitando ainda mais a navegação. 
Alguns novos televisores serão comercializados já com esse recurso, mas também será possível comprá-lo separadamente. 

Fracasso: Google Buzz

Em fevereiro, a Google anunciou Buzz, ferramenta de mensagens integrada ao Gmail no qual os usuários podem compartilhar links, fotos, vídeos, mensagens e comentários, assim como no Twitter.
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Pouco tempo depois, no entanto, a Google teve problemas envolvendo o controle de privacidade da ferramenta: Por padrão, o Google Buzz divulgava, publicamente, contatos do usuário revelando informações confidenciais.

Sucesso: Replay 
O Twitter tornou-se uma grande ferramenta para notícias e comentários exclusivos.
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Percebendo o valor histórico dessas mensagens e a quantidade de relatos em primeira mão (como os do Haiti e sobre os terremotos no Chile), a Google começou a arquivar cada tweet em uma ferramenta chamada Replay - que com a utilização de um gráfico apresenta a popularidade de um assunto na rede social, separando por período e identificando os tweets em ordem cronológica. 

Sucesso: Caixa Prioritária
Se você recebe diariamente um grande volume de e-mails, você sabe como é demorado organizar todos.
Pensando nisso, a Google anunciou a versão beta da Caixa Prioritária, uma ferramenta que separa conteúdos relevantes e os organiza de maneira separada.
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Para ajudar o Gmail a reconhecer quais mensagens são importantes, basta selecionar um e-mail e clicar no botão (+) para indicar que é relevante ou no botão (-), para indicar aquele que tem uma prioridade menor. Quanto mais você usar os botões, melhor o Gmail se torna. 

Fracasso: Google Wave
Nem todas as inovações do Google foram adotadas com êxito. Um exemplo é o Google Wave.
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A ferramenta voltada à comunicação e colaboração em tempo real não recebeu a aprovação esperada, segundo as palavras da própria companhia. O site do Wave será mantido no ar até o final do ano e seus recursos redirecionados para outras aplicações. 

Sucesso: Street View
Em 2007, a Google iniciou pela primeira vez o Street View, uma funcionalidade do Maps, que permite observar as cidades no mesmo nível da rua. 
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Naquela época, apenas cinco cidades dos Estados Unidos poderiam ser visualizadas. Três anos depois, o Street View já visitou todos os sete continentes, incluindo a Antártica.

Sucesso: Chamadas para telefones fixos a partir do Gmail
A Google anunciou um recurso que com o microfone do seu computador e os alto-falantes, você pode realizar chamadas telefônicas direto do Gmail. 
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As ligações dos EUA e Canadá são gratuitas até o final do ano. Para os outros países, os preços podem ser tão baixos quanto 0,02 dólar por minuto.

Sucesso: Reader Play
O Reader Play é uma nova maneira de ver artigos, blogs e outros conteúdos da web. Para começar, visite o site e percorra os itens clicando nas setas. Use as setas para direita e esquerda do teclado para navegar.
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O Reader Play usa a mesma tecnologia dos feeds de "itens recomendados" do Reader para identificar as páginas mais interessantes na Internet. Ainda é possível destacar ou compartilhar os itens. Outro recurso interessante é que ele possui uma ferramenta com o ícone de um TV, que permite a exibição automática de todo o conteúdo. 

Fracasso: Nexus One
O iPhone foi um sucesso. O BlackBerry continua popular. Mas a incursão da Google no desenvolvimento de um aparelho celular... não, não foi um sucesso.
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No mesmo período que a Apple vendeu 1 milhão de iPhones, a Google vendeu cerca de 135 mil unidades de seu Nexus One. Em 16 de julho, a companhia anunciou que havia decidido interromper as vendas do aparelho nos Estados Unidos, mantendo o produto apenas no mercado europeu e sul-coreano.
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  • O Google diversifica tanto,que deve ser difícil para o CEO deles conseguir dar atenção e follow up a tantas iniciativas.Precisam de um pouco mais de foco ao meu ver.Mas sem abandonar as inovações.Afinal,as boas ideias precisam ser compartilhadas.

    www.djins.tumblr.com
  • Guilherme 1 dia atrás
    Interessante que nada foi comentado sobre o sistema operacional Android, ja bem popular em inumeros celulares.
  • Guilherme, pelo que eu entendi, em 2010, o Google Street View foi destaque pela sua expansão e o Wave por ter sido um fracasso.
    A matéria analisa dez inovações que tiveram destaque em 2010, não necessariamente que surgiram neste ano.
  • Acabei de verificar e o Google Wave nao foi lancado em 2010. Ele foi lancado em 2009.
    Aparentemente esta reportagem misturou sucessos e fracassos de varios anos (e nao so de 2010).
    O Google Street View, como a proria reportagem diz, foi incicialmente lancado em 2007... mas por algum motivo apareceu aqui como "sucessos de 2010".

Twitter nas empresas


Das 100 empresas mais ricas do planeta – que formam a lista da Fortune – cerca de 70% delas criaram perfis no Twitter. Foram mais de 540 contas criadas e, no momento, mais da metade desses perfis está estagnado.
Porém não é só a falta de atualização que assombra as empresas que estão se aventurando nas redes sociais. A falta de padronização na publicação dos tweets incomoda, sim, muita gente. Basta o mínimo de bom senso e conhecimento de comunicação para que muitos profissionais classifiquem certas postagens como desconfiguradas, desalinhadas ou, no mais, sem um padrão claro.
Deve-se criar um manual de redação para tweets empresariais? Claro que não, apesar da ideia não ser tão perversa, pois muitos meios comunicacionais já possuem recomendações estruturais na hora de seus profissionais publicarem algo nas redes sociais.

O que deve ser feito, então?

Tente criar algo mais estável. Evite simbologias desnecessárias ou um português incorreto. Gírias, nem pensar. É a sua empresa que está falando, não você. Em seu perfil pessoal faça o que quiser (de acordo com as recomendações da empresa), mas na conta profissional, seja o mais ético e imparcial possível. Veja algumas dicas:

1 – Intervalo de tempo na publicação dos tweets

O ideal é que você crie um sistema de publicações que não seja muito aleatório. Não crie intervalos longos ou curtos demais. Tenha uma rotina pré-estabelecida. Se sua empresa não possui tantas informações a serem compartilhadas, os tweets podem ser postados com intervalos de 1 hora. Para quem tem informação sobrando, tweets de 15 em 15 minutos seria o ideal. Para meios de comunicação, de 10 em 10 minutos. Só não vá encher a timeline de ninguém. Falo isso por experiência própria. Já cometi esse erro e fui muito criticado por cometê-lo.
É claro que essa sugestão pode e deve ser burlada em alguns casos. Se você está cobrindo um evento, deixe muito claro para seus seguidores que o número de publicações será alto, e que isso se trata de um caso isolado, não cotidiano. Porém mesmo em eventos, não vá publicar tudo o que ocorre, como relatos desnecessários ou informações sem importância.

2 – Nome do perfil

Se falarmos sobre a importância dos tweets, é necessário mencionar o nome que sua conta tem no Twitter. Evite palavras pejorativas ou nomes que não sejam de fácil entendimento. Se possível, coloque o nome da sua empresa. Se já existir, tente algo parecido. Há inúmeros casos de empresas que inserem números, siglas e espaços totalmente desnecessários. Muitas vezes o cliente nem consegue entender de quem é aquele perfil.
Exemplo: sua empresa se chama “Agência Digital Marca Texto”, não vá colocar algo como “twitter.com/marctxo” que ninguém irá lembrar-se do link, muito menos irão associar essa conta à sua empresa. Tente algo como “twitter.com/mtexto”, ou o mais indicado nessa situação, o “twitter.com/marcatexto”.
E seja rápido. O perfil @folha, @folhadesp, @folha_sp e @folhasp, por exemplo, não pertencem ao Twitter principal da Folha de S. Paulo. O perfil do jornal é um horrível @folha_com. Aliás, o perfil @folha_sp contém até notícias, mas está desatualizado e sem imagem no avatar. Não dá nem pra saber se algum dia realmente pertenceu ao jornal.

3 – Bio

É de fundamental importância. Com tweets padronizados em relação ao tempo e um nome que seja fácil de ser lembrado, nada mais justo do que ter uma bio clara e objetiva. Mencione a empresa que está vinculada àquele perfil e JAMAIS deixe de colocar a URL da sua empresa. Se sua empresa não possui nem um site, vai fazer o que no Twitter?

4 – Formatação dos tweets

Não publique de qualquer jeito. Sempre fique atendo ao português e evite siglas que não sejam do conhecimento de todos. Insira sempre as hashtags (#) correspondentes ao assunto do tweet, pois isso atrai mais seguidores e coloca aqueles que observam determinado assunto a par das publicações.
Aliás, aconselho inserir as hashtags no início ou no final do tweet, seguidas pelo texto e, por fim, o link. Exemplo:
  1. #hashtag | Aqui você insere o texto ou o título da notícia – link para a publicação
  2. Aqui vai o texto que você publicou: link da postagem | #hashtag
As hashtags vão como determinação das editorias. Demonstram sobre qual assunto o tweet está falando. O texto em seguida demonstra por si só o que você disse. E o link redireciona o seguidor para mais informações a respeito do que foi publicado. Entre o texto e o link você pode inserir tanto o traço (-) como o símbolo de dois pontos (:) na separação das duas partes. Já entre a hashtag e o texto eu sempre aconselho o símbolo “|” como o mais adequado, pois deixa bem distinto a editoria do texto corrido. Ah, e mais um detalhe: não vá socar dezenas de hashtags sem necessidade. Evite isso ao máximo.
Aguarde a segunda parte deste artigo e saiba mais como usar estrategicamente o Twitter na sua empresa.

Leia mais artigos do Cleyton Torres

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Kotler fala sobre 5 questões fundamentais do Marketing

Redes sociais, sustentabilidade, inovação, clientes e desafios da profissão são os temas

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing | 25/10/2010
bruno@mundodomarketing.com.br

Os consumidores estão comprando mais por menos; As empresas devem inovar, oferecendo garantias aos clientes; A sustentabilidade pode dar lucro para as companhias; Muitas empresas ficarão em apuros nas redes sociais; O concorrente roubará facilmente o seu cliente caso acredite que esteja satisfazendo-o plenamente. Essas são as principais respostas de Philip Kotler para cinco questões fundamentais nos dias hoje. 

Em sua única entrevista antes de falar sobre o Marketing 3.0 na HSM ExpoManagement 2010, no dia 9 de novembro, em São Paulo, Kotler falou com exclusividade para o Mundo do Marketing sobre como conquistar e manter clientes, inovar, aproveitar a onda das redes sociais, da sustentabilidade e sobre os desafios do profissional de Marketing. O consultor, professor e autor dos livros de Marketing mais vendidos e influentes de todos os tempos é categórico ao afirmar que as empresas ainda precisam se desenvolver para poder sobreviver neste novo mercado.

Mundo do Marketing: O comportamento do consumidor mudou muito nos últimos anos. Eles mudarão ainda mais e quais tendências indicarão as transformações?Philip Kotler: A recessão global e a crescente incerteza diminuirão a confiança de todos para gastar. Os consumidores estão adiando suas compras de bens duráveis mais caros como carros, móveis e eletrodomésticos de linha branca. Para as necessidades diárias, as pessoas estão optando por marcas mais baratas e marcas próprias. Se a recessão continuar, os consumidores ficarão acostumados a economizar em vez de gastar. Muitos podem vir a adotar um estilo de vida simples, baseado no “menos é mais” em vez de “mais é melhor”. 

Por outro lado, se a recessão terminar logo, as pessoas provavelmente voltarão aos seus hábitos antigos de comprar e gastar. Muito disso depende da criação de empregos. Se houver emprego suficiente, as pessoas vão ganhar dinheiro e gastar. Se os empregos estiverem escassos, eles terão menos para gastar e gastarão menos. A questão é se as empresas serão arrojadas ou gananciosas. Se elas forem arrojadas devem deixar o poder de compra na mão dos consumidores para sustentar o crescimento econômico. Caso as empresas sejam gananciosas, elas ganharão no curto prazo, mas passarão por um longo período de dificuldade em seguida.

Mundo do Marketing: Os profissionais de Marketing estão prontos para estas mudanças? Como eles devem reagir?
Philip Kotler: Os profissionais de Marketing podem dar alguns passos para estimular o aumento do consumo junto aos consumidores sem confiança. Um deles seria criar produtos de custo mais baixo que ofereça benefícios similares às versões mais caras. A indústria pode lançar embalagens menores de seus produtos que sejam mais acessíveis. As empresas podem criar alternativas inovadoras. A Índia, por exemplo, produz um computador de 100 dólares e oferece cirurgias de catarata muito baratas.

Outra coisa é oferecer garantias de retorno da compra de um produto muito caro. A Saturn, uma montadora americana, aceitava o carro de volta no prazo de 30 dias caso o consumidor não estivesse satisfeito com o produto e a Hyundai também prometeu a devolução do carro caso o cliente perdesse o emprego. Mesmo o segmento que queira ser líde com uma linha de produtos mais simples, precisará da ajuda do profissional de Marketing para criar casas, eletrodomésticos e móveis mais simples.

Mundo do Marketing: De que forma as redes sociais mudaram o Marketing e o que as empresas podem desenvolver para se aproximar do consumidor neste ambiente?Philip Kotler: Um número crescente de consumidores de todas as idades está entrando no Facebook, no Twitter e no Linkedin criando grandes redes sociais. As pessoas estão procurando informações sobre experiências de produtos e serviços de outros consumidores nas suas redes sociais. Um brasileiro que esteja pensando em comprar um carro recém lançado provavelmente dará mais valor à opinião de seus amigos do que aos anúncios.
Muitas conversas nas redes sociais incluem opiniões favoráveis e desfavoráveis a respeito das marcas. Toda companhia agora está em um aquário com muitas pessoas discutindo os méritos de seus produtos e de suas marcas. Com isso, as companhias que não têm qualidade não sobreviverão. Já as fortes ficarão ainda melhores e as fracas se afogarão num mar de discussões negativas.

Mundo do Marketing: As empresas brasileiras começaram a se preocupar mais com a questão da sustentabilidade nos últimos anos. A sustentabilidade será realmente um diferencial no futuro próximo?
Philip Kotler: Muitas empresas acreditam que a sustentabilidade é um custo imposto que irá prejudicar seus lucros. Parece ser o caso quando a companhia deve pagar por um sistema que reduz a poluição do ar que a sua fábrica produz. Mas existem muitos outros esforços a favor da sustentabilidade que na verdade podem melhorar a lucratividade. Considere um hotel que tenha uma conta de água cara porque os hóspedes tomam banho sem limites e eles querem que os lençóis das camas sejam trocados diariamente. 

Esse hotel pode trocar o chuveiro e perguntar aos clientes se eles se importariam que os lençóis não fossem trocados diariamente, o que no total reduziria a conta de água do hotel. O fato é que precisamos distinguir entre ações de sustentabilidade que representam economia de dinheiro e aquelas que demandam gastos. Adicione a isso a boa opinião do cliente em relação às companhias que estão se tornando ecologicamente corretas e teremos uma equação de valor para as empresas.

Mundo do Marketing: As empresas estão sempre olhando para o futuro e desenvolvendo novas plataformas de Marketing para conquistar novos clientes, mas o que elas deveriam fazer que é primordial e não fazem, chegando a perder clientes por isso?
Philip Kotler: As empresas são surpreendidas quando elas perdem os clientes que disseram que estavam satisfeitos. Por que isso acontece? Obviamente algum concorrente está satisfazendo-o mais, seja pela venda a um preço inferior ou oferecendo serviços ou recursos de qualidade superior. Nunca tenha seus clientes como certos. Os concorrentes são como abelhas zumbindo em torno de uma empresa à procura de onde morder. Descubra os seus pontos fracos e como está desapontando seus clientes antes que seus concorrentes façam isso.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Redes Sociais

Evento em Belo Horizonte sobre marketing digital discute mídias sociais 18/5/2010

* por Isador Sabino

Foi realizado, no dia 11 de maio, em sua segunda edição no Estado de Minas Gerais e pela terceira vez no Brasil, somente este ano, o seminário sobre mídia digital Digitalks. O evento aconteceu em Belo Horizonte, no Ouro Minas, e foi conduzido por especialistas de marketing e publicidade online, com o objetivo de atualizar os profissionais da área de comunicação sobre as tendências do mercado digital e o marketing na internet.

Atualmente, o marketing digital movimenta investimentos em estratégias online na ordem de R$ 1 bilhão, incluindo, por exemplo, desde o envio de e-mail marketing, anúncios em grandes portais a ações em mídias sociais. “Buscamos, divulgar durante o evento, a integração das redes sociais com o retorno de investimento aplicado da campanha online, e ainda ações de publicidade online”, justifica o diretor da Digitalks, Flávio Horta.

Presença digital, estratégias de otimização de marca online, feedback das redes sociais, e-commerce e evolução da publicidade digital foram apresentados durante o Digitalks por renomados profissionais da área, como Marcelo Prais, diretor de operações e negócios da AlmapBBDO, Mirko Mayeroff, CEO do Superdownloads e Ari Meneguini, diretor da IAB (Interactive Advertising Bureau) Brasil. Na abertura do evento, Meneguini fez uma recapitulação da evolução da internet, PC, Windows, web 1.0 (era dos sites, portais e buscas por diretórios – 1994 a 2003), web 2.0 (era do search da participação dos usuários 2003 a 2010), web 3.0 (era das redes sociais e buscas semânticas – 2010), e ainda o desenvolvimento das interfaces dos portais

Em 2009, foram contabilizados R$ 950 milhões de investimentos em mídia online no Brasil. Hoje, a maior parte do bolo publicitário é destinada à TV Aberta, cerca de 63%, e a mídia digital consume 4%. O IAB estima que, neste ano, o crescimento seja de 30%, totalizando R$ 1,235 milhão.

Um dos grandes destaques foi o diretor de operações da Media Factory, Luiz Augusto Barros, que apresentou estratégias para redes sociais e como ficar bem posicionado na busca orgânica. “Primeiro eu preciso saber o que meu público procura e como ele procura”, ressaltou Luiz Augusto. Após essa pergunta base, devemos entender o comportamento desse público, fazendo links patrocinados, otimizando e atualizando sempre o site, fazer backlinks, através da política de boa vizinhança e criando outras propriedades na internet, como em redes sociais.

O Brasil é um fenômeno em redes sociais, onde 85% dos usuários brasileiros visitam essas redes e gastam 25% do tempo online nesses sites. O Orkut é rede social que com maior número de usuários do Brasil (25 milhões), seguido pelo Twitter, Facebook, Ning e Sonico, segundo Ibope. O aumento do uso de microbloggings, como o Twitter, deve ser uma tendência nas Eleições 2010.

Seguem algumas redes sociais e suas principais características:

Orkut/Facebook: o grande atrativo é manter-se conectado com seus amigos e fazer novas amizades.

Twitter: as pessoas usam para ler notícias e ter informações de interesse.

Youtube: atrai aqueles que procuram passatempo e querem informações de lazer e entretenimento.

Formspring: rede de pergunta para pessoas ou marcas.

Foursquare: nova rede social para internet móvel, que busca incentivar os usuários a explorar a cidade e recompensá-los; primeira rede social móvel que conecta os usuários através da geolocalização presente os Smartphones.

Linkedin: compartilhar contatos e informações ligadas ao mundo profissional.

Depois de apresentar algumas redes sociais e suas principais características, Ana Cenamo, client services director Ogilvy Interactive, fez uma apresentação explicando como é realizado esse trabalho na agência. As redes sociais devem fazer parte do planejamento estratégico de uma empresa de publicidade. Ainda no planejamento, é realizado um monitoramento de tudo que é dito em relação à marca e, a partir daí, devem ser feitas recomendações de atuação e ações pontuais alinhadas às estratégias da marca. As redes sociais são também tratadas como ambiente de engajamento, via e-mail mkt, SAC “pro-ativo”, além de amplificar o relacionamento em eventos, mídia online e ações. Essas etapas devem ser analisadas e otimizadas num processo contínuo. As oportunidades no marketing digital são infinitas, podendo ser exploradas de diferentes maneiras para divulgar a marca de seu cliente. É, no entanto, necessário conhecer as redes, novidades no meio digital e as vantagens de cada rede para ousar e inserir no seu planejamento.